Qual o melhor logotipo para o informativo do IFSP?
Um vez tendo sido escolhido “notIFicando” como título do informativo do IFSP Avaré, os seguintes logotipos foram propostos por alunos e professores para eleição (clique para aumentar e utilize a enquete logo a seguir para votar):
Front desk. How can I help you?
“Gather together as groups of 3 – 5 people. Think of a hotel / event situation in which clerks have to serve either customers or guests. Write a script, rehearse, and perform it.”
These are the general instructions students of English for Specific Purposes at IFSP in Avaré, SP, Brazil received to practice oral English based on input they had been exposed to.
And here are some of the results:
At Torres Hotel, guest Luciana calls the front office to order room service. Eduardo answers it at first, but he doesn’t seem to be very patient – he’s probably the hotel owner – and switches it to a clerk, Julio.
In the second situation, a couple (Caio as Brian and Thaís as Rachel) is checking in at Diamond Hotel. They’re welcome by Amanda (porter), Roberto (concierge), and receptionist Alberto who tries to satisfy all their requests. First impressions are good and they seem to stay on vacations or honeymoon.
In another hotel, Mayla is leaving the town so she has to check out with front desk clerk Rita Gabriela. It seems that her stay wasn’t so expensive.
Mary and Eliane decided to stay at Plaza Hotel and they were welcome by receptionist Douglas. As they are both business women, staying in a hotel with wireless internet connection was fundamental.
Congratulations all students from EVE1 and EVE3, the ones acting in the video, the ones behind the scenes handling cameras, writing scripts and getting other things ready for the shooting, the ones who worked on it but decided not to publish their video… you’ve done a good job in this experimental activity, especially considering it’s been only two months learning! Congratulations once again!
[More videos coming up]
Vidas digitais 4
Quando nós, professores de linguagem, falamos sobre letramento digital, não podemos ignorar as condições em que os usuários do ciberespaço - da internet, da hipermídia – exploram a linguagem e constroem conhecimento.
Na publicação intitulada Vidas digitais 3, neste blogue, sustento a possibilidade de que o ciberespaço seja um território linguístico fértil para o desenvolvimento e exercício da cidadania (clique aqui para saber mais). Há, contudo, contrapartidas menos otimistas sobre o papel da hipermídia na vida das pessoas. Antes de conhecê-las, detenhamo-nos em algumas considerações sobre o espaço e o tempo na internet:
Para Marc Augé (1994), vivenciamos um processo de ruptura do espaço-tempo. Os usuários do ciberespaço habitam um não-lugar, um espaço isento de relações simbólicas, míticas, identitárias e históricas – relações fundamentais ao desenvolvimento do sujeito social e do sujeito cultural.
O pensador Norbert Elias (1998) utiliza uma metáfora interessante para analisar a cultura moderna:
“Li, certa vez, a história de um grupo de pessoas que subia cada vez mais alto no interior de uma torre desconhecida e muito elevada. Os da primeira geração chegaram até o quinto andar, os da segunda, até o sétimo, os da terceira até o décimo. No correr do tempo, seus descendentes atingiram o centésimo andar. Foi então que a escada desmoronou. As pessoas se instalaram no centésimo andar. Com o passar do tempo, esqueceram de que um dia seus ancestrais haviam habitado os andares inferiores, e também a maneira como elas mesmas haviam chegado ao centésimo andar. Passaram a considerar o mundo, bem como a si mesmas, a partir da perspectiva do centésimo andar, ignorando como os seres humanos haviam chegado até ali. Chegavam até a acreditar que as representações que forjavam para si a partir da perspectiva de seu andar eram compartilhadas pela totalidade dos homens” (p. 108).
O centésimo andar, ou a cultura pós-moderna, está habitado, para Elias, por um grupo cuja identidade sofre de uma perda de contato com sua história e percebem a si mesmos como sujeitos atemporais, sujeitos de um único tempo.
Além da mudança na percepção de espaço e tempo, ganhamos velocidade, e a imersão da sociedade no que Paul Virilio (1993; 1997) chama de dromocultura (do grego, dromos, que significa corrida). Para o autor, a velocidade é resultado da compressão do espaço e tempo e induz os indivíduos a uma multiplicidade de significados, porém efêmeros e descartáveis, bem como pouco espaço para a reflexão.
A teoria da inteligência coletiva, concebida por Pierre Lévy, reconhece, ainda, a formação de um corpus de informação público baseado no conhecimento gerado pela atividade da coletividade no ciberespaço e armazenado na nuvem. Alguns debates têm apontado que o usuário da internet pode estar propenso a substituir certas funções da memória pelo acesso eletrônico à informação.
Em síntese, o usuário da hipermídia pode estar em todo lugar e não estar em parte alguma; pode experimentar a condição de solidão e pertencimento ao mesmo tempo; pode acessar informação diversa em velocidades há pouco tempo inimagináveis; também, sua representação do mundo não depende mais do lugar físico que ocupa.
Por um lado, essa configuração pode garantir às pessoas a oportunidade de articulação social irrestrita, já que as relações não dependem mais de proximidade espacial, bem como de articulação política, potencializando os processos democráticos, eliminando níveis hierárquicos e garantindo voz a cada um igualmente. Por outro lado, Virilio é menos otimista quanto a essas possibilidades políticas, já que, segundo o autor, no ciberespaço o senso comum é inflacionado. Além disso, a compressão espaço-tempo implica em que o homem tenha rompido a relação ancestral que até há pouco mantinha com a imobilidade (estar em um lugar apenas), e talvez não tenha tido tempo de se adaptar a essa nova condição, em prejuízo da percepção coletiva de civismo. De modo semelhante, a possibilidade de acesso eletrônico ao banco de informações armazenado na nuvem pode ser mais atraente, ao usuário, do que o uso da própria memória, muitas vezes em prejuízo de processos cognitivos essenciais à aprendizagem e à construção do conhecimento.
Nessas condições, portanto, o desenvolvimento de capacidades linguísticas e o desenvolvimento da cidadania no contexto da hipermídia parecem estar sujeitos à consciência que o usuário tem da configuração espaço-tempo e da posição que ocupa nesse cenário, de seu lugar na cultura (que não é mais local) e na sociedade. Ou seja, o processo de letramento digital depende do quão consciente o usuário está sobre essas condições, e de quais são as implicações desse quadro sobre a sua interação com o mundo.
Como se chamará o Boletim do IFSP?
Votação encerrada com a opção “notIFicando” em primeiro ugar, com 48,39% dos votos.
O campus do IFSP de Avaré está ganhando uma publicação online em formato de boletim informativo, voltado para a comunidade institucional e a população da região de Avaré. Por favor, ajude-nos a eleger um título para a publicação, entre os selecionados a seguir:
Notas:
*As 5 opções finalistas foram escolhidas pelos alunos de Redação e Comunicação Aplicada do curso de Eventos do campus, a partir de um banco de 30 opções de nomes sugeridas por alunos e professores.
** Só serão registrados votos até 2 de maio de 2012.
*** Os resultados só estarão visíveis após o final da votação, a partir de 3 de maio de 2012.
4 razões a favor do ensino laico
1- TODAS AS PERSPECTIVAS RELIGIOSAS SÃO RESPEITADAS
O laicismo não implica em ignorar a religião. Pelo contrário, implica em que todas as perspectivas religiosas (crenças, como o catolicismo e o budismo; e não crenças, como o ateísmo) sejam respeitadas.
2- REDUZEM-SE AS POSSIBILIDADES DE CONSTRANGIMENTO ENTRE ALUNOS
Algumas doutrinas religiosas acabam servindo como parâmetro de diferenciação entre as pessoas. Discursos como “pessoas que acreditam em X são mais dignas do que aquelas que acreditam em Y” são comuns dentro das igrejas e dos círculos religiosos, mas, dentro da comunidade escolar, representam um estímulo perigoso ao constrangimento e à segregação entre membros (alunos, por exemplo) e não devem penetrar o espaço da sala de aula. O laicismo pressupõe impedir que esse tipo de variável comprometa a aprendizagem.
3- ASSEGURAM-SE AS CONDIÇÕES DE DEBATE E QUESTIONAMENTO
As certezas e verdades religiosas tendem a obstruir dois processos fundamentais na aprendizagem: o debate coletivo e o questionamento filosófico. Pressupostos como “todas as verdades estão em um livro sagrado e são inquestionáveis sob pena de condenação” têm força restritora sobre o acesso ao conhecimento. O aluno tem o direito a receber contribuições de pontos de vista múltiplas, debatê-las, e ser encorajado a buscar verdades baseadas em coerência, não em doutrinas ou cânones. Têm direito, portanto, a um ambiente laico.
4- FAVORECE A IGUALDADE
Um contexto em que nenhuma perspectiva religiosa (incluindo o ateísmo) recebe destaque em detrimento das outras é um contexto em que a igualdade é evidentemente favorecida.
Vidas digitais 3
Com a internet, distâncias são encurtadas e fronteiras removidas em todo o mundo.
Os usuários do ciberespaço habitam um não-lugar que os coloca próximos de qualquer cultura, de qualquer universo, e de uma fantástica oportunidade de enxergar o seu próprio universo a partir de fora, do distanciamento, e consequentemente a oportunidade de ver sua cultura de uma perspectiva mais lúcida e reflexiva.
Com a internet, tudo o que é possível converter em formato digital pode ser compartilhado. Texto, fotos, vídeos, sons, eventos, ideias, projetos, debates, descobertas: a informação e o entretenimento ganham inúmeras formas e viajam a uma velocidade inédita, a ponto de ser desimportante o lado do planeta em que você está. E todos têm voz nesse processo. Cada sujeito pode criar, publicar, divulgar, comentar e compartilhar o conteúdo intelectual e cultural nessa esfera.
Trata-se de poder descentralizado sobre informação, cultura e conhecimento! Trata-se de um espaço propício para as pessoas se articularem ao redor de seus interesses.

Aparelhos de comunicação móvel desempenharam papel fundamental na chamada “Primavera Árabe”, quando a articulação dos povos de vários países derrubou tiranos das posições de governo no norte da África.
Nessas condições, vários países já derrubaram governos tiranos, Wall Street foi ocupada por manifestantes, vereadores foram impedidos de definir aumentos abusivos nos próprios salários. O livro “A Privataria Tucana“, de Amaury Ribeiro Jr., que denuncia esquemas de corrupção no governo PSDB, contornou barreiras impostas por outros meios de comunicação (como a TV) e teve sua visibilidade garantida na blogosfera. Tudo isso foi possível combinando grupos de pessoas dedicadas à cidadania + internet livre.
De fato, não se controla a informação e o conhecimento na internet livre. Isso se faz na TV: proprietários de emissoras e governo decidem que conteúdo deve ser transmitido, ao sabor de seus interesses particulares [clique aqui para saber mais]. E não há democracia nessas condições! Mas o processo democrático de descentralização do poder sobre a informação é um crédito conferido à dinâmica da internet tal como conhecemos hoje – ou até recentemente, talvez.
Digo isso porque esse processo democrático nunca pareceu tão ameaçado quanto nos últimos tempos.
Em 19 de janeiro deste ano, o governo estadunidense esteve prestes a debater projetos de lei antipirataria cujos textos apresentam nuanças ameaçadoras à internet livre. Os projetos de lei conhecidos como SOPA e PIPA, ainda que tenham tido sua votação adiada, continuam representando perigo, da seguinte maneira:
O Megaupload foi desativado. O responsável pelo site de compartilhamento preso na Nova Zelândia. A Wikipedia saiu do ar por um dia em protesto contra as leis antipirataria. Google, Twitter, Facebook e Amazon anunciaram a possibilidade de um blecaute. As notícias tinham cores apocalípticas.

“Imagine um mundo sem conhecimento livre. Por mais de uma década dedicamos milhões de horas construindo a maior enciclopédia da história humana. Neste momento, o Congresso dos EUA está debatendo uma lei que poderia prejudicar fatalmente a internet livre e aberta.” – dizia a notificação no endereço da Wikipedia na quarta-feira, 18 de janeiro de 2012, enquanto seu conteúdo permanecia offline por 24 horas.
Ao mesmo tempo, a internet no Brasil testemunhava o episódio “menos Luiza, que está no Canadá“, em que um colunista social da Paraíba apresenta um anúncio de apartamentos que prometem ser “a nova morada da sociedade de João Pessoa” e cita, para a surpresa do espectador, a ausência de sua filha Luiza em uma das cenas. Como não se pressupunha esperar que Luiza estivesse presente, a frase pareceu deslocada e despropositada, um pretexto forçoso para mencionar a viagem da filha na TV. O episódio chamou atenção localmente, por conta do disparate que representa, o que impulsionou repercussão nacional. Apesar do discurso centrista com marcas evidentes de elitismo – o que não soa agradável para todas as pessoas, ”menos Luiza, que está no Canadá” tornou-se o fato mais notório nas redes sociais durante aquela semana.
Ainda que os primeiros a fazerem piada com o caso, no contexto paraibano, tencionassem chamar atenção para o mau gosto que se via na peça publicitária, a repercussão em nível nacional era predominantemente alheia a isso. Falava-se sobre o que estava em voga falar. As piadas perseguiam o que era tendência, ainda que originalmente não tivesse graça.
Contudo, as ameaças a que a internet livre esteve sujeita, naqueles dias, tiveram atenção ironica e incomparavelmente menor, dos usuários brasileiros, que Luiza.
Atenção, malandrage!
Dirigido à população carcerária, o texto a seguir, interpretado pelo ator Plínio Marcos e exibido em vídeo em presídios, é reconhecido como modelo de argumentação.
Aqui é bandido: Plínio Marcos. Atenção, malandrage! Eu num vô pedir nada, vô te dá um alô! Te liga aí: Aids é uma praga que rói até os mais fortes, e rói devagarinho. Deixa o corpo sem defesa contra a doença. Quem pegá essa praga está ralado de verde e amarelo, de primeiro ao quinto, e sem vaselina. Num tem dotô que dê jeito, nem reza brava, nem choro, nem vela, nem ai, Jesus. Pegou Aids, foi pro brejo! Agora sente o aroma da perpétua: Aids pega pelo esperma e pelo sangue, entendeu? pelo esperma e pelo sangue! (Pausa)
Eu num tô te dando esse alô pra te assombrá, então se toca! Não é porque tu ta na tranca que virou anjo. Muito pelo contrário, cana dura deixa o cara ruim! Mas é preciso que cada um se cuide, ninguém pode valê pra ninguém nesse negócio de aids. Então, já viu: transá, só de acordo com o parceiro, e de camisinha! ( Pausa)
Agora, tu aí que é metido a esculachá os outros, metido a ganhá o companheiro na força bruta, na congesta! Pára com isso, tu vai acabá empesteado! Aids num toma conhecimento de macheza, pega pra lá, pega pra cá, pega em home, pega em bicha, pega em mulhé, pega em roçadeira! Pra essa peste num tem bom! Quem bobeia fica premiado. E fica um tempão sem sabê. Daí, o mais malandro, no dia da visita, recebe mamão com açúcar da família e manda para casa o Aids! E num é isto que tu qué, né, vago mestre? Então te cuida. Sexo, só com camisinha.(Pausa)
Quem descobre que pegô a doença se sente no prejuízo e quer ir à forra, passando pros outros. ( Pausa) sexo só com camisinha! Num tem escolha, transá, só com camisinha.
Quanto a tu, mais chegado ao pico, eu to sabendo que ninguém corta o vício só por ordem da chefia. Mas escuta bem, vago mestre, num qué nem sabê que, às vezes, a seringa vem até com um pingo de sangue, e tu mete ela direto em ti. Às vezes, ela aparece que vem limpona, e vem com a praga. E tu, na afobação, mete ela direto na veia. Aí tu dança. Tu, que se diz mais tu, mas que diz que num pode agüentá a tranca sem pico, se cuida. Quem gosta de tu é tu mesmo. (Pausa) E a farinha que tu cheira, e a erva que tu barrufa enfraquece o corpo e deixa tu chué da cabeça e dos peitos. E aí tu fica moleza pro Aids! Mas o pico é o canal direto pra essa praga que está aí. Então, malandro, se cobre. Quem gosta de tu é tu mesmo. A saúde é como a liberdade. Agente dá valor pra ela quando já era!
Com o objetivo de persuadir seu público imediato a evitar formas de contágio da AIDS, o discurso é marcado por escolhas acertadas, tais como abrangência de argumentos e uma progressão temática bem conduzida.
Contudo, a escolha pela linguagem característica do presidiário talvez seja seu traço mais convenientemente planejado. O texto abusa do vocabulário característico desse público, e não economiza recursos de retórica e marcas de pessoalidade. Ainda que essas escolhas não sejam recomendáveis em textos argumentativos em geral, os efeitos de sentido gerados no texto são úteis ao objetivo do autor e adequados para seu público receptor.
Os alunos de Redação do I Módulo do curso de Eventos do IFSP de Avaré foram convidados a reescrever o texto de Plínio Marcos de maneira que se tornasse adequado ao público geral e aceitaram o desafio. As redações estão disponíveis a seguir e aguardam o seu voto:
The Owl’s First Flight
Back in 1999, as I found out about Microsoft GIF Animator, I decided to experience making an animation for the first time. I chose the figure of an owl. I really like owls and I supposed their expressive moves and ever-watching habits could be easy to animate. As an experiment, it couldn’t be too long, though. I couldn’t tell a long story since frames ought to be created one at a time using a rough painter tool. Here’s the result:
Despite its simplicity, I really felt like a had made my very own Legend of the Guardians. The little owl looked lonely, fearful and hesitating just as I had in mind. But it wasn’t a story. It was rather a movement test, a character-centered animation, and the owl didn’t fly for real. So I decided to keep on with the animation experience and made this:
The Second Flight was a chance to work on transparency effects, which demanded some patience at the time, as well as to set up the owl as a very unlucky little thing. And she remained unlucky for the three other attempts (made within 1999 – 2000):
And the owl finally flies at the fifth try.
IFSP Downloads
A página “IFSP Downloads” está ativa a partir desta data, neste blogue, para facilitar o acesso ao material digital das disciplinas ministradas por mim junto aos cursos do IFSP Avaré.
São arquivos digitais (textos, apresentações, imagens etc.) úteis às disciplinas “Inglês Instrumental” e “Redação e Comunicação Aplicada” listados por data de postagem e disponíveis para download a um clique.
O acesso à página IFSP Downloads se encontra no menu superior deste blogue.
Espero que este meio facilite o acesso ao material de sua disciplina para pesquisa e eventuais impressões.

























