Teacher on Demand

English Language Teaching in Brazilian settings

Events Music Awards 2012


“Pick a song of your choice or a music video of your preference and make a fan video.” – These are the short guidelines students of  ESP in an Events course at IFSP in Avaré, SP, had to answer to.

As an outcome, they produced 7 amazing music videos listed as follows:

1 – All you need’s love

2 – Oh, if I catch you

3 – Rehab

4 – The lion sleeps tonight

5 – Lazy Song

6 – Don’t stop believing

7 – If you can’t give me love

 

Click here to elect the best:

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November 7, 2012 Posted by | Media, Projects | Leave a comment

Gotye – Somebody that I used to know


Em 2011, tornou-se viral, na rede mundial, o clipe musical de Gotye cantando Somebody that I used to know com a participação da cantora Kimbra.

No vídeo, enquanto os dois personagens – representados pelos cantores –  lamentam o rompimento da relação amorosa e trocam algumas acusações e culpas, as cores do cenário coberto de formas geométricas avançam e recuam, em efeitos que lembram o esmaecer da imagem da pessoa amada, a condição de deixar de ser especial aos olhos do outro, de reassumir as cores do cenário comum, de se reincorporar à paisagem. Não sem coerência, Gotye repete “now you’re just somebody that I used to know” ao longo da letra. O vídeo original contabiliza, hoje, quase 150 milhões de exibições no YouTube, sem contar as dezenas de cópias paralelas, que também registram estatísticas expressivas. Confira o clipe original:

Letra:

Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it’s an ache I still remember

You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So, when we found that we could not make sense
Well, you said that we would still be friends
But I’ll admit that I was glad that it was over

But you didn’t have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don’t even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn’t have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don’t need, that though
Now you’re just somebody that I used to know
Now you’re just somebody that I used to know
Now you’re just somebody that I used to know

Now and then I think of all the times you screwed me over
But had me believing it was always something that I’d done
But I don’t wanna live that way, reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn’t catch you hung up on somebody that you used to know

But you didn’t have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don’t even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn’t have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don’t need, that though
Now you’re just somebody that I used to know

Somebody, I used to know
Somebody, now you’re just somebody that I used to know
Somebody, I used to know
Somebody, now you’re just somebody that I used to know

I used to know
That I used to know
I used to know
Somebody

Nos 2 primeiros meses deste ano, o lançamento de uma versão cover da música pela banda canadense Walk off the Earth repetiu sucesso semelhante. No vídeo musical, que contabiliza hoje mais de 80 milhões de exibições, os cinco integrantes dividem um único instrumento – um violão. Confira o trabalho da banda cover:

Sugestões para a sala de aula:

Clique aqui para baixar worksheet do aluno em PDF.

Objetivos: explorar a letra ludicamente, com o apoio de uma dinâmica de jogo; conhecer vocabulário específico do discurso amoroso.

Instruções:

Warm up: converse com os alunos sobre situações relacionadas a breaking up. Apresente expressões como:

              • Disappointment
              • Guilt
              • Regret
              • Sadness
              • Relief
              • Accusation
              • Loneliness
              • Get over
              • Miss
              • Anger
              • Emptiness
              • Make out

Sugira que acrescentem outras expressões relacionadas ao assunto e que cada um escolha apenas as 3 expressões que melhor correspondem às suas vivências particulares. Interajam em grupo para que uns conheçam as perspectivas dos outros. Divida a classe em dois grupos que deverão competir entre si no jogo da letra. Distribua a worksheet do aluno e aponte para as lacunas aguardando preenchimento. Apresente à sala cada um dos 18 cartões impressos [baixe aqui para imprimir] com expressões que faltam na letra. Embaralhe-os e distribua 9 para cada grupo.

Regras do jogo: cada grupo terá em mãos metade das expressões que faltam para completar a letra da música. O professor deverá tocar a música 2 vezes preliminarmente, em áudio ou com o apoio dos clipes musicais em vídeo. Pode valer a pena alternar entre as duas versões da música. Durante essa fase, cada grupo deverá organizar seus cartões na ordem em que as expressões aparecem no curso da letra. Na terceira vez em que a música é executada, será a fase de verificação. A música deve ser pausada imediatamente antes de cada lacuna, para que os integrantes de cada grupo possam apresentar um cartão que preencha a espaço vazio. Para cada lacuna, a pontuação obedece aos seguintes critérios:

    • 1 ponto se o termo impresso no cartão apresentado preenche corretamente a lacuna;
    • 1 ponto adicional se um dos integrantes do grupo pronunciar a expressão corretamente;
    • 1 ponto adicional se um dos integrantes do grupo explicar o significado da expressão.

Condição de vitória: vence o grupo que fizer mais pontos assim que a letra estiver totalmente preenchida.

April 5, 2012 Posted by | For students, Media, Printable Material | , , | 4 Comments

Vidas digitais 3


Com a internet, distâncias são encurtadas e fronteiras removidas em todo o mundo.

Os usuários do ciberespaço habitam um não-lugar que os coloca próximos de qualquer cultura, de qualquer universo, e de uma fantástica oportunidade de enxergar o seu próprio universo a partir de fora, do distanciamento, e consequentemente a oportunidade de ver sua cultura de uma perspectiva mais lúcida e reflexiva.

Com a internet, tudo o que é possível converter em formato digital pode ser compartilhado. Texto, fotos, vídeos, sons, eventos, ideias, projetos, debates, descobertas: a informação e o entretenimento ganham inúmeras formas e viajam a uma velocidade inédita, a ponto de ser desimportante o lado do planeta em que você está. E todos têm voz nesse processo. Cada sujeito pode criar, publicar, divulgar, comentar e compartilhar o conteúdo intelectual e cultural nessa esfera.

Trata-se de poder descentralizado sobre informação, cultura e conhecimento! Trata-se de um espaço propício para as pessoas se articularem ao redor de seus interesses.

Aparelhos de comunicação móvel desempenharam papel fundamental na chamada “Primavera Árabe”, quando a articulação dos povos de vários países derrubou tiranos das posições de governo no norte da África.

Nessas condições, vários países já derrubaram governos tiranos, Wall Street foi ocupada por manifestantes, vereadores foram impedidos de definir aumentos abusivos nos próprios salários. O livro “A Privataria Tucana“, de Amaury Ribeiro Jr., que denuncia esquemas de corrupção no governo PSDB, contornou barreiras impostas por outros meios de comunicação (como a TV) e teve sua visibilidade garantida na blogosfera. Tudo isso foi possível combinando grupos de pessoas dedicadas à cidadania + internet livre.

De fato, não se controla a informação e o conhecimento na internet livre. Isso se faz na TV: proprietários de emissoras e governo decidem que conteúdo deve ser transmitido, ao sabor de seus interesses particulares [clique aqui para saber mais]. E não há democracia nessas condições! Mas o processo democrático de descentralização do poder sobre a informação é um crédito conferido à dinâmica da internet tal como conhecemos hoje – ou até recentemente, talvez.

Digo isso porque esse processo democrático nunca pareceu tão ameaçado quanto nos últimos tempos.

Em 19 de janeiro deste ano, o governo estadunidense esteve prestes a debater projetos de lei antipirataria cujos textos apresentam nuanças ameaçadoras à internet livre. Os projetos de lei conhecidos como SOPA e PIPA, ainda que tenham tido sua votação adiada, continuam representando perigo, da seguinte maneira:

O Megaupload foi desativado. O responsável pelo site de compartilhamento preso na Nova Zelândia. A Wikipedia saiu do ar por um dia em protesto contra as leis antipirataria. Google, Twitter, Facebook e Amazon anunciaram a possibilidade de um blecaute. As notícias tinham cores apocalípticas.

“Imagine um mundo sem conhecimento livre. Por mais de uma década dedicamos milhões de horas construindo a maior enciclopédia da história humana. Neste momento, o Congresso dos EUA está debatendo uma lei que poderia prejudicar fatalmente a internet livre e aberta.” – dizia a notificação no endereço da Wikipedia na quarta-feira, 18 de janeiro de 2012, enquanto seu conteúdo permanecia offline por 24 horas.

Ao mesmo tempo, a internet no Brasil testemunhava o episódio “menos Luiza, que está no Canadá“, em que um colunista social da Paraíba apresenta um anúncio de apartamentos que prometem ser “a nova morada da sociedade de João Pessoa” e cita, para a surpresa do espectador, a ausência de sua filha Luiza em uma das cenas. Como não se pressupunha esperar que Luiza estivesse presente, a frase pareceu deslocada e despropositada, um pretexto forçoso para mencionar a viagem da filha na TV. O episódio chamou atenção localmente, por conta do disparate que representa, o que impulsionou repercussão nacional. Apesar do discurso centrista com marcas evidentes de elitismo – o que não soa agradável para todas as pessoas,  “menos Luiza, que está no Canadá” tornou-se o fato mais notório nas redes sociais durante aquela semana.

Ainda que os primeiros a fazerem piada com o caso, no contexto paraibano, tencionassem chamar atenção para o mau gosto que se via na peça publicitária, a repercussão em nível nacional era predominantemente alheia a isso. Falava-se sobre o que estava em voga falar. As piadas perseguiam o que era tendência, ainda que originalmente não tivesse graça.

Contudo, as ameaças a que a internet livre esteve sujeita, naqueles dias, tiveram atenção ironica e incomparavelmente menor, dos usuários brasileiros, que Luiza.

March 25, 2012 Posted by | Digital Life, Media | , , , , | Leave a comment

Quem tem medo de Rafinha Bastos?


O humorista Rafinha Bastos sempre fez piadas relacionadas a “comer” (em sua conotação sexual, inclusive).

Em uma das edições do programa CQC, por exemplo, ao mencionarem o nome do pai de Marco Luque, apresentador com quem divide a bancada, Rafinha Bastos lançou o costumeiro comentário “já comi muito”. Obviamente isso não repercutiu notícias como “Rafinha Bastos afirma ter comido pai de Marco Luque”. Trata-se de uma referência à figura do cafajeste, de uma perspectiva extremamente machista, de quem se orgulha da própria promiscuidade e vulgaridade, um personagem estereotípico que habita o imaginário das pessoas. É com isso que o humorista – não apenas Rafinha Bastos mas qualquer humorista – brinca. Ele revolve os paradigmas de ridículo e absurdo que estão na mente coletiva. A piada não é sobre o pai de Marco Luque, ele é mero coadjuvante nessa história. A piada é sobre o cafajeste. A graça está em provocar, no público, o reconhecimento espontâneo dos paradigmas e estereótipos que lhes pertencem. Todos acharam graça e riram, inclusive Marco Luque e, possivelmente, seu pai. Entenderam o quanto era impessoal.

A mesma piada se repetiu com a cantora Wanessa (ex-Camargo), grávida, e o bebê. Contudo, ela e o marido, empresário mui bem relacionado, levaram o caso à justiça, em um processo formal contra o humorista. Sentem-se ofendidos e exigem uma indenização e a detenção de Rafinha Bastos.

Uma das opções do casal teria sido ignorar a piada. Já desgastada no repertório do humorista, em pouco tempo ninguém se lembraria. Os abutres As pessoas que colaboraram para sustentar a improvável hipótese de que a piada se tratava de “uma declaração ofensiva” também seriam esquecidas e isso representaria a extinção da sensação de ameaça à honra e dignidade da família.

O casal decidiu pela opção menos acertada. Deram início a um processo que despertou a atenção do público numa época em que as informações não são mais centralizadas (por uma emissora de TV, por exemplo) os pontos de vista não são mais restritos e o que se concebia anteriormente como “formação de opinião” hoje é um processo um pouco mais livre que ontem e mais isento do domínio de interesses particulares. A era pós-industrial é assim.

O processo judicial contra o humorista desencadeou, na internet, um debate generalizado sobre a legitimidade da ofensa. De um lado, questionam-se quais motivações podem estar por trás da interpretação ofensiva da piada no caso específico do casal (efeito que não se percebeu quando a piada usava outros nomes) e quais variáveis estariam em jogo. Há especulações de todo tipo. Acusam o casal de egocentrismo, vaidade, de estarem motivados por interesses mercadológicos e de recuperar a visibilidade da cantora que não tem disposto de muita popularidade, talvez. A busca pela garantia de dignidade e honra já não parece fazer o mesmo sentido nesse contexto. E o compêndio popular ganhava força para preencher a lacuna deixada pela ambiguidade “por que uma piada, de natureza impessoal e nem um pouco inédita estaria, desta vez, ofendendo tanto e ganhando tamanha importância?”

Nesse cenário de exposição dispensável, o pior aconteceu na última quinta-feira, 20/10, ao meu ver. Depois da divulgação de que o bebê nascituro de Wanessa havia sido incluso como um dos autores do processo, o Twitter registrou a hashtag “#FetoDaWanessa” como um dos trending topics durante praticamente todo o dia no Brasil. Entre milhares de comentários, alguns usuários investiam no trocadilho “Hoje levantei meio #FetoDaWanessa”, equivalente a “Hoje levantei meio mal-humorado”. “O #FetoDaWanessa processará o médico que lhe der palmadas no bumbum após o parto” tuitavam outros, pautados pela imagem de intolerância que o casal havia construído e, desnecessariamente, aberto espaço para que se estendesse ao bebê.

Um estigma em idade pré-natal não é algo desejável para essa criança. Não estou falando em “a criança que o Rafinha comeria”. Esse estigma jamais se construiria, e jamais se sustentaria. Falo dos registros pejorativos relacionados a essa criança que a comparam a um “feto prematuramente mal-humorado” pela rede mundial, e com o qual o humorista Rafinha Bastos não tem ligação alguma. Menos exposição e mais proteção teria sido melhor para a criança. Mas essa opção não foi escolhida e não parece ser o humorista o responsável por isso.

October 22, 2011 Posted by | Media | , , | 2 Comments

Lady Gaga e as TICs


Sob o slogan “a rede é o que você faz dela”, nova publicidade do Google Chrome ao som de Lady Gaga propõe integração de múltiplas ferramentas e interatividade máxima entre usuários.

Em tempos em que professores testam as “TICs* aplicadas ao ensino de línguas estrangeiras”, este vídeo promocional é bem representativo de como celebridades têm participado de um processo semelhante, buscando a aplicabilidade das tecnologias à atividade inédita de contato direto com seu público:

*Tecnologias de Informação e Comunicação

June 23, 2011 Posted by | Media | , , | Leave a comment

Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 2


A) Plot summary

The end begins as Harry, Ron, and Hermione go back to Hogwarts to find and destroy Voldemort’s final horcruxes, but when Voldemort finds out about their mission, the biggest battle begins and life as they know it will never be the same again.

B) Plot summary

Harry Potter, Hermione Granger, and Ron Weasley continue their search for Lord Voldemort’s Horcruxes, which ultimately leads up to an epic battle at Hogwarts.

C) Plot synopsis

With three of Voldemort’s six horcruxes destroyed, Harry, Ron and Hermione must find the rest. One of them is a fabled Cup that once belonged to Helga Hufflepuff, one of the founders of Hogwarts, but the other two remain mysteries. They deduce both Gringotts and Hogwarts are likely hiding places, but will the mystical yet real Deathly Hallows prove to be a crucial part in the unfolding of events? Lord Voldemort has gained possession of the all-powerful Elder Wand, strengthening him further, but who really is its true master? Did the fateful events of 16 years ago have even more impact than Harry thought? All of these questions must be answered for ultimate Battle of Hogwarts, where the final showdown between Harry and the Dark Lord will determine the fate of both the wizarding and muggle worlds for the rest of eternity.

D) Movie trailer

E) Review

(No review available to this date)

F) Online activities

June 13, 2011 Posted by | Cinema, For students, Media | , , , , , | 1 Comment

Pontypool vs Saussure


Pontypool(2008) é um suspense canadense que conta a história de uma invasão zumbi de maneira pouco convencional. Os zumbis, que costumam ser as “estrelas” em outras produções do gênero, pouco aparecem e as pessoas não são infectadas por um vírus ou outro tipo correlato de ameaça biológica. Trata-se de uma infecção pela linguagem – especificamente pela língua inglesa – que deixaria Saussure inquieto.

 

Trailer de cinema

Sinopse

Durante um inverno rigoroso no interior do Canadá, a equipe de uma estação de rádio responsável pela programação ao vivo e pelo noticiário local se dá conta de que a os moradores da pequena cidade estão sendo infectados por uma anomalia e tornados zumbis. Abrigados no interior da estação, os personagens acompanham a tensa sequência de eventos (sem violência gráfica) até descobrirem que o fator contagioso está na linguagem. Algumas palavras de língua inglesa estariam infectadas e tornariam zumbis as pessoas que percebecem-nas semanticamente, ou seja, compreendêssem-nas.

Eis como a infecção linguística supostamente acontece:

“Está nas palavras” – diz Dr. Mendez, personagem de Hrant Alianak. “Não em todas as palavras, nem em todos os idiomas, mas em algumas. Algumas palavras estão infectadas e isso se espalha quando são faladas. Pode ser propagado através da percepção” – acrescenta. Grant Mazzy, o locutor interpretado por Stephen McHattie, pondera sobre a possibilidade de a transmissão da rádio disseminar a contaminação. “Não!” – garante Dr. Mendez, que conclui: “Se o ‘bug’ ingressa, não é em contato com o tímpano. É quando entendemos uma palavra que o vírus se hospeda”.

Tendo feito essas descobertas, os personagens passam a se prevenir da contaminação – e de fato conseguem – evitando conversar oralmente entre si e escrevendo suas mensagens em pedaços de papel para se comunicar. Em outros momentos, os personagens mudam de código e conversam em francês, evitando assim, as palavras infectadas da língua inglesa. Eis aí a falha linguística de Pontypool, pelo menos do ponto de vista do estruturalismo saussuriano.

Falha teórica

Se o contágio não ocorre pelo impacto da matéria sonora no tímpano, ou seja, pela captação da imagem acústica da palavra, o siginificante não é contagioso, e sim o significado – que é a percepção semântica. Dessa maneira, não se poderia evitar a infecção mudando a matéria do significante (do sonoro para o visual) ao trocar a língua falada pela língua escrita, uma vez que o significante veicula o significado independentemente de sua natureza material. A mudança de idioma também não seria uma boa solução. A mudança de código representa mera mudança no sistema de significantes. Os significados – que são o elemento contagioso – permanecem os mesmos.

Assim, se alguém em Pontypool se livra do risco de se tornar zumbi, não é graças a uma teoria linguística apurada, mas por pura sorte!

Ver esse filme foi inusitado por dois motivos. O primeiro deles é que, apesar de nunca ter gostado dos filmes de zumbis, este me divertiu bastante, talvez porque os zumbis propriamente ditos mal apareçam e as personagens centrais são muito bem contruídas e carismáticas. O segundo é que, em filmes parecidos com este, é muito comum notar situações “cientificamente impossíveis”. “Isaac Newton não aprovaria esses efeitos especiais” – é o que um amigo costumava dizer. Pontypool traz, para mim, a inédita situação do “linguisticamente impossível” em um filme, e de que talvez Saussure não aprovasse o cinema canadense!

June 10, 2011 Posted by | Cinema, Media, Point of view | , , , | 1 Comment

   

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