Teacher on Demand

English Language Teaching in Brazilian settings

Tabus no sala de aula


Sexualidade é tabu? Drogas é tabu? Gravidez é tabu?1101646

Enfim, seus alunos trazem tabus para a sala de aula e complicam a sua vida?

Respostas: não, não, não e não.

Porquê nº 1: ‘sexualidade’ é um tema, um assunto inseparável da condição humana. ‘Drogas’ também é um assunto. ‘Gravidez’, outro assunto.  Quem escolhe tratar esses assuntos como tabus é você, professor. E sim, há problemas em educação quando seus alunos percebem que você trata um assunto como tabu. Falemos mais sobre isso adiante.

Porquê nª 2: a ideia de que alunos trazem esses assuntos para a escola é equivocada. Eles não trazem. Essas questões vêm à tona, emergem enquanto os alunos vivenciam a rotina escolar, enquanto se socializam com colegas e com professores, enquanto se expõem ao conteúdo das aulas e dos materiais didáticos.

Os assuntos que algumas pessoas tratam como tabu surgem da própria atividade de educar e, se surgem na escola, precisam ser tratadas pela escola como um assunto corriqueiro, com certa naturalidade e responsabilidade.

Por exemplo, se um aluno manifesta curiosidade em entender sexualidade é é bastante provável que ele já tenha ouvido falar em sexo de uma maneira pouco clara, confusa, talvez até obscura e esteja recorrendo à instituição escolar para sanar o incômodo.

Ele não espera que o professor se constranja, cubra o rosto de vergonha, que fuja à pergunta, nem que lhe dê uma resposta evasiva e cheia de resistência. Não é papel do professor fazer a manutenção desse incômodo. O tabu precisa se desfazer ali, é o momento em que entra o professor bem preparado, bem informado e responsável.

Vamos tentar:

“Sexo é um tipo de carinho que só pessoas adultas sabem fazer. Como todo carinho, é uma coisa boa, mas só pessoas que já cresceram o suficiente saberão fazer. É diferente do carinho de mãe, de pai, de tio, de tia, de irmão, de vovó e de vovô. Esses carinhos você já conhece, mas sexo é diferente e só acontece entre duas pessoas adultas, duas pessoas que já se desenvolveram e cresceram ao máximo, que já não são mais crianças. Então, no futuro, quando você for adulto, vai descobrir um tipo novo de carinho”.

Tabu  destruído, criança mais à vontade. Nenhum assunto merece virar tabu.little-girl-playing-ball_94156408

July 15, 2015 Posted by | Uncategorized | Leave a comment

Histórias de professores dos anos 1980/1990 (parte 1)


Fala-se muito, nos dias de hoje, sobre a falta de autoridade do professor. Dizem que em décadas anteriores o aluno sabia respeitar o professor de maneira adequada, que a educação tinha qualidade superior, que tudo era melhor, enfim… Como testemunhei a educação nas décadas de 1980/1990 na posição de aluno e, nos dias atuais, sou professor com experiência em cenários de educação diversos, sinto-me à vontade para dizer que essas visões são uma ilusão.

Daqueles tempos (não tão gloriosos assim) para cá, a educação passou por mudanças, algumas positivas, outras negativas. Para ilustrar e apoiar a ideia de que aquela velha educação precisava passar pelas mudanças positivas pelas quais passou, compartilho alguns depoimentos pessoais aqui:

PARTE 1: “ESQUECI O CADERNO EM CASA”

Em 1987 eu cursava a terceira série do ensino fundamental. Todos os nossos cadernos eram brochuras, por tradição protegidas por um encapamento feito artesanalmente, geralmente com algum papel colorido que lembrasse papel de presente ou plástico decorado. Escrevíamos com lápis, e transitávamos gradualmente para a tinta permanente da caneta.

Era dia de mostrar à professora a tarefa que havia sido requerida no dia anterior. Ela visitava cada carteira individualmente para verificar quem fez e quem não fez, e para aplicar as sanções que acreditava que coubessem. Parecia normal para meu julgamento infantil. Procurei na mochila e nada do meu caderno. Onde estaria ele? Será que perdi? Não queria acreditar na perda do caderno. isso seria um problema junto à professora e junto aos meus pais, que não ficariam nada contentes (essa era a parte boa – pais que se davam conta da responsabilidade escolar de seus filhos).

“Esqueci o caderno em casa, professora” – foi o que disse a ela, de improviso, quando abordou a minha carteira assertivamente, cobrando-me pela tarefa. Eu esperava uma bronca, mas ela reagiu diferente: dirigiu-se em silêncio até a sua mesa, sentou-se, abriu a gaveta – que não era visível da minha perspectiva – estendeu o braço para alcançar alguma coisa lá dentro, fixou o olhar, levantou uma das sobrancelhas – acho que a direita – retirou a mão e fechou a gaveta.

“Então quer dizer que você esqueceu seu caderno em casa?” – disse, lançando sobre mim um olhar acusador.

“Acho que sim!” – disse eu, prevendo que, na verdade, tivesse esquecido meu caderno na própria sala no dia anterior e uma das funcionárias da limpeza (naquela época, por alguma razão, eram todas mulheres) tivesse guardado-o na gaveta do professor, como era de costume fazer com objetos esquecidos por alunos.

“Você sabia que mentir é muito feio, principalmente para os pais e para os professores?” – concluiu indignada diante de uma sala de 40 alunos que me olhava com expressão de curiosidade. O tom de indignação da professora enquanto me cobrava pela “falsa informação” que eu lhe havia dado me fazia sentir como se houvesse cometido um crime. Ela me humilhou bastante, em um discurso longo e desnecessário, aproveitando-se da posição de poder e da vulnerabilidade emocional de uma criança. O caderno de fato estava naquela gaveta, e foi-me devolvido em algum momento posterior da aula, talvez uma ou duas horas depois, retomando a atitude indignada ao me estender o objeto do crime. O suspense aparentemente era parte da cena.

Um professor ético, ao encontrar o caderno do aluno dentro da gaveta para onde vão os objetos perdidos teria devolvido-o de imediato, para tranquiliza-lo (eu estava visivelmente preocupado e revirava a mochila múltiplas vezes) e seu discurso seria mais parecido com

“Você esqueceu o caderno, mas na própria escola, e não em casa como havia pensado.”

Engano desfeito, ela teria devolvido-me o material, ainda que sob a sanção da tarefa descumprida, para que eu voltasse a usá-lo normalmente.

Mas, pouco ética que era, sentiu-se à vontade para exercer poder, proferindo um discurso acusatório dispensável, e sujeitar-me a ser apelidado de “mentiroso” pela turma. Durante o resto do ano, meus colegas de classe não perdiam quaisquer pretextos para se lembrarem de que eu havia sido oficializado como o mentiroso da sala pela própria professora, e isso era muito chato, especialmente porque eu não merecia e não gostava de ocupar um destaque tão negativo na maior comunidade social à qual eu pertencia: a sala da escola.

É verdade que os professores eram respeitados naquela época, e isso era bom. Mas, por outro lado, por que esse respeito deixava de ser retribuído ao aluno com certa frequência pelas pessoas em posição de poder, tais como o professor?

June 2, 2015 Posted by | Uncategorized | Leave a comment

A Árvore que Fugiu do Quintal


Adoro comprar no Estante Virtual. Esta semana, fiz duas compras, que já estão em casa: “A Árvore Que Fugiu do Quintal” (1981), de Álvaro Ottoni e “Tratado Geral de Semiótica” (2007), de Umberto Eco.

Tratado Geral de Semiótica - Umberto Eco

Tratado Geral de Semiótica – Umberto Eco

O livro de Eco comprei motivado pela pesquisa de doutorado que desenvolvo em Linguística. Os aspectos não linguísticos que preciso reconhecer em interações entre professores e alunos de língua estrangeira me levaram a consultar o que diz Eco sobre semiótica. Já “A Árvore Que Fugiu do Quintal” foi uma tentativa de resgate nostálgico do meu primeiro livro infantil, memórias do ano de 1986. Enquanto fazia a compra online, percebi que há uma outra edição, bem mais recente, talvez ajustada para um novo público, e que talvez não satisfizesse o sentimento nostálgico que me movia. Não tive dúvida: escolhi a edição de 1981.

A Árvore Que Fugiu do Quintal, edição de 1981, de Álvaro Ottoni

A Árvore Que Fugiu do Quintal, edição de 1981, de Álvaro Ottoni

Quando criança, reli o livro dezenas de vezes, e revisitei as ilustrações outras dezenas delas. Não sei como me desfiz dele, mas provavelmente doei a algum sobrinho que estivesse ingressando nos primeiros anos escolares. Passear entre as páginas de A Árvore que Fugiu do Quintal vinte e tantos anos depois foi uma experiência quase tão vívida e cheia de descobertas quanto foi nos anos 1980, mas com uma profundidade especialmente característica do eu de 2015, quando, entre outras coisas, me sinto à vontade para perceber que o texto de Ottoni é indefectível.

Primeiras páginas de A Árvore Que Fugiu do Quintal

Primeiras páginas de A Árvore Que Fugiu do Quintal

Reconheci, nesse novo diálogo com o livro, que sou do tempo dos quintais. Talvez não de quintais tão amplos quanto aqueles do livro, que parecem ilustrar infâncias um pouco anteriores à minha. Ainda assim, na minha infância a gente subia em árvores, as do quintal e as que faziam sombra na calçada, na frente das casas, e deixavam as ruas mais bonitas e convidavam as pessoas a transitarem a pé sob o ambiente agradável que produziam. Havia canteiros de flores junto a elas, às vezes, que cresciam livres das intervenções paisagísticas e viviam rodeadas de borboletas. Era um universo muito parecido com o das ilustrações do livro, que sugeriam uma realidade cênica muito agradável aos olhos, ainda que simples e espontânea, e uma realidade urbana inegavelmente desejável do ponto de vista da busca por qualidade de vida. Isso tudo vale uma história paralela:

“O Segundo Voo”

Em algum ponto intermediário deste período, entre meu primeiro A Árvore que Fugiu do Quintal e minha cópia atual, quando eram poucos os computadores que vinham de fábrica com acesso à internet (início dos anos 2000), dediquei-me durante alguns dias livres a criar gifs animados, pela experiência e por diversão. Por conta das minhas limitações e as do equipamento, escolhi animar uma figura simples em situações simples: uma coruja sobre um galho que queria aprender a voar. Gostei tanto da brincadeira que a repeti 5 vezes, criando 5 pequenas animações em sequência (que se podem ver aqui). Como amostra, a segunda delas está logo aqui, à direita.

Detalhe das páginas iniciais

Detalhe das páginas iniciais

O que me causou espanto, ao receber o livro esta semana (além de notar que é bem menor do que parecia na época), foi notar que há uma coruja entre as ilustrações do livro, bem entre a primeira e a segunda página, cujos traços são muito semelhantes aos traços em que investi nas animações tantos anos depois. Espantou-me que, ainda que não me lembrasse das ilustrações do livro, elas possivelmente tinham tamanha importância no desenvolvimento de minhas representações estéticas que, mesmo inconscientemente, as reproduzi anos depois. Coisas para um consultório de psicanálise… Hoje, as árvores parecem ter perdido a importância espontânea que tinham no tempo dos quintais. Os Serjões – como o personagem do livro – possivelmente levaram a melhor sobre as árvores, o que equivale mais ou menos a dizer que o lucro levou a melhor sobre a qualidade de vida. O fato é que A Árvore que Fugiu do Quintal, além de afetivamente relevante para mim, em particular, nunca deixou de ser atual, pra quem é da época dos quintais e pra quem não é. Sobre o Tratado Geral de Semiótica, vou precisar de mais tempo para descobrir se o trabalho de Eco me ajudará a entender minha adesão subjetiva aos traços simbólicos e hachurados presentes nas ilustrações – pura semiótica.

Este texto é dedicado à Viviane Costa, amiga de infância que certamente compartilha comigo a cultura dos quintais, e ao João Groto Rodrigues, meu sobrinho de coração que tem menos de 2 anos de idade na data deste texto, mas que já manifesta um interesse especial por livros e que futuramente deverá encontrar esta dedicatória buscando por pura curiosidade seu próprio nome no Google.

May 31, 2015 Posted by | Uncategorized | Leave a comment

Dinosaur Toys 2014


The very end of the school year is quite tiring for most teachers, and it’s also true about me. This time, I reacted to that making comic strips using small plastic dinosaur toys spread out on my desk.

It was an escape, and also a strategy to wipe sheets and papers off the desk, perhaps. Anyway, Dinosaur Toys is an inexpensive written English activity It takes only 1-cheap toys, 2-a camera or a mobile camera and 3-online access to free Pixlr Express).

Here are the unpretensious strips that have been published so far on Facebook page Dinosaur Toys (please like it):

xmaspalmtree

 

noahsark

JurassicOld

philosophy

survival

walking-dead-parade Xmas lights

December 18, 2014 Posted by | Uncategorized | 2 Comments

Dramatizando diálogos em inglês


1) Concebam diálogos em situações relacionadas à vida profissional na área de eventos;

2) Desenvolvam roteiros;

3) Ensaiem;

4) Encenem e gravem!

Estas foram as instruções que os alunos da 4º turma de Eventos do IFSP Avaré receberam no 1º semestre de 2013. Baseados nisso, e na exposição à língua durante o semestre, os aprendizes conceberam o seguinte vídeo:

February 11, 2014 Posted by | Uncategorized | Leave a comment

2012 in review


Here’s a 2012 annual report made by WordPress.com for this blog.

600 people reached the top of Mt. Everest in 2012. This blog got about 9,000 views in 2012. If every person who reached the top of Mt. Everest viewed this blog, it would have taken 15 years to get that many views.

Click here to see the complete report.

January 2, 2013 Posted by | Uncategorized | Leave a comment

José Serra – melhores ângulos


Quem foi professor na educação pública do estado de SP, como eu, tem razões de sobra para agradecer pela valorização e o respeito que o governo de José Serra – e de Geraldo Alckmin – tem pela escola e seus professores! Claro que hoje só não faço mais parte desse quadro porque acho que nem mereço condições tão boas de trabalho! Por isso, resolvi fazer esta homenagem compilando imagens dos melhores ângulos desse rostinho. Aqui vai:

Serra Carismático!!!

Serra quer sangue!

Serra Nosferatu

Serra depois da salada

Serra mostrando pra todo mundo que é um bom homem.

Serra no dia-a-dia

Serra #todobrincalhão

Serra “não vai doer nada”

Serra versão amante dos animais

Serra Narciso (e o beijo na própria mão)

Serra meigo na capa da Veja (DA VE-JA!!!)

Serra Hadoooooooouken!

Serra quer um lenço.

Serra quer ir ao Programa da Hebe.

Serra sensual

Serra assustadinho

Serra quer ser protegido (da série “Bolas de Papel”)

Serra à prova d’água

Serra #todocarinhoso

Serra animando festa de criança

Serra “tá maluco, mano?!”

Serra S2 S2 S2 S2

Serra autolimpante

Serra sorri para alegrar o seu dia! 😀

Serra expressão de solidariedade

Serra Boo!

Serra gostinho amargo

Serra “Precioso! Meu precioso!!!”

Serra se olhou no espelho depois de comer.

Serra #chatiado

Serra contra a casquinha de feijão

Serra travou

Serra diz que era enoooooooooorme!!!

Serra quer um ombro amigo.

Serra se classifica para as finais de Cuspe em Distância

Serra quer sentar do seu ladinho no bandejão…

… e roubar a sua sobremesa!

Serra quer fazer carinho em você!

Update em 15/09/2012:

Serra bicho papão

 

 

Serra diz “não posso, sou casado”.

 

September 3, 2012 Posted by | Uncategorized | 1 Comment

notIFicando agosto 2012


August 25, 2012 Posted by | Uncategorized | Leave a comment

notIFicando junho 2012


 

June 26, 2012 Posted by | Uncategorized | Leave a comment

Vamos votar o nome do Projeto do Programa Mulheres Mil no Campus Avaré?


Saiba mais: IFSP – Avaré é Mulheres Mil

“No início de maio de 2012, o campus de Avaré do IFSP foi selecionado para sediar um Núcleo de Desenvolvimento do Programa Mulheres Mil: Educação, Cidadania e Desenvolvimento Sustentável. Trata-se de um programa decorrente da Cooperação Internacional Brasil-Canadá, inserido no Plano Brasil Sem Miséria, integrado a um conjunto de ações que consolidam as políticas públicas e diretrizes governamentais de inclusão social e produtiva de mulheres em situação de vulnerabilidade.

O Programa Mulheres Mil possibilitará a 100 mulheres da região de Avaré uma formação educacional, profissional e tecnológica que permita sua elevação de escolaridade, emancipação e acesso ao mundo do trabalho por meio do estímulo ao empreendedorismo, às formas associativas solidárias e à empregabilidade. Este programa contribuirá para que as mulheres desenvolvam sua autonomia e exerçam, de forma plena, sua cidadania.

Maiores informações podem ser obtidas no endereço: http://www.mulheresmil.mec.gov.br

Fonte: http://www.avr.ifsp.edu.br

May 30, 2012 Posted by | Uncategorized | Leave a comment

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