Teacher on Demand

English Language Teaching in Brazilian settings

Boys in rags are not welcome


A while ago I used to play a farm simulation game for Android-based devices named Hay Day [https://play.google.com/store/apps/details?id=com.supercell.hayday]. Categorized as a family game (that should sound like harmless) on Google Play, the player is supposed to be a farmer in charge of producing vegetables, dairy, whool and other products as well as marketing them. A neighbour or so might occasionally walk up to your front door and ask for some of your production in exchange for virtual money.

Well-dressed are welcome

Two well-dressed ladies wait inside the “farmer’s property” to buy eggs and some milk.

No big deal, right?

That’s right, until you realize there is a very particuar character who never actually enters the farm. Can you spot it in the following screen capture?

Boy in rags never enters the farm

Boy in rags never enters the farm

There he is by the dirty road, standing until the farmer needs his little hand. His function, as a game character, is to fetch products that are missing in the farm, for the convenience of the farmer. If the farmer needs something, (s)he just asks him and the boy will fetch it. When he’s done with the job, he might eventually feel tired and relax for the next hours… laying on the grass by the dirty road across from the farm entrance.

You may sleep there, poor little boy, as long as you don't cross the farm entrance!

You may sleep there, poor little boy, as long as you don’t cross the farm entrance!

The character is actually a slavish little boy wearing rags who is not welcome inside the property – at least in the game designers’ minds – and never shares the same space the other characters (who look much more comfortable in their clothes) take in the farm.

Don't you feel there's something wrong here, in human terms?

Sleepy boy in rags

Don’t you feel there’s something wrong here, in human terms? Don’t you feel like the game design could be much better setting the layout and deciding where each element belongs to. Moreover, Doesn’t it seem obvious that not noticing the character’s particular condition as we take part in the “family game” speaks volumes about who we are and how much education we still need to develop as a society?

May 14, 2015 Posted by | Point of view | , | Leave a comment

Vidas digitais 4


Quando nós, professores de linguagem, falamos sobre letramento digital, não podemos ignorar as condições em que os usuários do ciberespaço  – da internet, da hipermídia – exploram a linguagem e constroem conhecimento.

Na publicação intitulada Vidas digitais 3, neste blogue, sustento a possibilidade de que o ciberespaço seja um território linguístico fértil para o desenvolvimento e exercício da cidadania (clique aqui para saber mais). Há, contudo, contrapartidas menos otimistas sobre o papel da hipermídia na vida das pessoas. Antes de conhecê-las, detenhamo-nos em algumas considerações sobre o espaço e o tempo na internet:

Para Marc Augé (1994), vivenciamos um processo de ruptura do espaço-tempo. Os usuários do ciberespaço habitam um não-lugar, um espaço isento de relações simbólicas, míticas, identitárias e históricas – relações fundamentais ao desenvolvimento do sujeito social e do sujeito cultural.

O pensador Norbert Elias (1998) utiliza uma metáfora interessante para analisar a cultura moderna:

“Li, certa vez, a história de um grupo de pessoas que subia cada vez mais alto no interior de uma torre desconhecida e muito elevada. Os da primeira geração chegaram até o quinto andar, os da segunda, até o sétimo, os da terceira até o décimo. No correr do tempo, seus descendentes atingiram o centésimo andar. Foi então que a escada desmoronou. As pessoas se instalaram no centésimo andar. Com o passar do tempo, esqueceram de que um dia seus ancestrais haviam habitado os andares inferiores, e também a maneira como elas mesmas haviam chegado ao centésimo andar. Passaram a considerar o mundo, bem como a si mesmas, a partir da perspectiva do centésimo andar, ignorando como os seres humanos haviam chegado até ali. Chegavam até a acreditar que as representações que forjavam para si a partir da perspectiva de seu andar eram compartilhadas pela totalidade dos homens” (p. 108).

O centésimo andar, ou a cultura pós-moderna, está habitado, para Elias, por um grupo cuja identidade sofre de uma perda de contato com sua história e percebem a si mesmos como sujeitos atemporais, sujeitos de um único tempo.

Além da mudança na percepção de espaço e tempo, ganhamos velocidade, e a imersão da sociedade no que Paul Virilio (1993; 1997) chama de dromocultura (do grego, dromos, que significa corrida). Para o autor, a velocidade é resultado da compressão do espaço e tempo e induz os indivíduos a uma multiplicidade de significados, porém efêmeros e descartáveis, bem como pouco espaço para a reflexão.

A teoria da inteligência coletiva, concebida por Pierre Lévy, reconhece, ainda, a formação de um corpus de informação público baseado no conhecimento gerado pela atividade da coletividade no ciberespaço e armazenado na nuvem. Alguns debates têm apontado que o usuário da internet pode estar propenso a substituir certas funções da memória pelo acesso eletrônico à informação.

Em síntese, o usuário da hipermídia pode estar em todo lugar e não estar em parte alguma; pode experimentar a condição de solidão e pertencimento ao mesmo tempo; pode acessar informação diversa em velocidades há pouco tempo inimagináveis; também, sua representação do mundo não depende mais do lugar físico que ocupa.

Por um lado, essa configuração pode garantir às pessoas a oportunidade de articulação social irrestrita, já que as relações não dependem mais de proximidade espacial, bem como de articulação política, potencializando os processos democráticos, eliminando níveis hierárquicos e garantindo voz a cada um igualmente. Por outro lado, Virilio é menos otimista quanto a essas possibilidades políticas, já que, segundo o autor, no ciberespaço o senso comum é inflacionado. Além disso, a compressão espaço-tempo implica em que o homem tenha rompido a relação ancestral que até há pouco mantinha com a imobilidade (estar em um lugar apenas), e talvez não tenha tido tempo de se adaptar a essa nova condição, em prejuízo da percepção coletiva de civismo. De modo semelhante, a possibilidade de acesso eletrônico ao banco de informações armazenado na nuvem pode ser mais atraente, ao usuário, do que o uso da própria memória, muitas vezes em prejuízo de processos cognitivos essenciais à aprendizagem e à construção do conhecimento.

Nessas condições, portanto, o desenvolvimento de capacidades linguísticas e o desenvolvimento da cidadania no contexto da hipermídia parecem estar sujeitos à consciência que o usuário tem da configuração espaço-tempo e da posição que ocupa nesse cenário, de seu lugar na cultura (que não é mais local) e na sociedade. Ou seja, o processo de letramento digital depende do quão consciente o usuário está sobre essas condições, e de quais são as implicações desse quadro sobre a sua interação com o mundo.

May 9, 2012 Posted by | Digital Life, Point of view | , , , , | Leave a comment

4 razões a favor do ensino laico


1- TODAS AS PERSPECTIVAS RELIGIOSAS SÃO RESPEITADAS

O laicismo não implica em ignorar a religião. Pelo contrário, implica em que todas as perspectivas religiosas (crenças, como o catolicismo e o budismo; e não crenças, como o ateísmo) sejam respeitadas.

2- REDUZEM-SE AS POSSIBILIDADES DE CONSTRANGIMENTO ENTRE ALUNOS

Algumas doutrinas religiosas acabam servindo como parâmetro de diferenciação entre as pessoas. Discursos como “pessoas que acreditam em X são mais dignas do que aquelas que acreditam em Y” são comuns dentro das igrejas e dos círculos religiosos, mas, dentro da comunidade escolar, representam um estímulo perigoso ao constrangimento e à segregação entre membros (alunos, por exemplo) e não devem penetrar o espaço da sala de aula. O laicismo pressupõe impedir que esse tipo de variável comprometa a aprendizagem.

3- ASSEGURAM-SE AS CONDIÇÕES DE DEBATE E QUESTIONAMENTO

As certezas e verdades religiosas tendem a obstruir dois processos fundamentais na aprendizagem: o debate coletivo e o questionamento filosófico. Pressupostos como “todas as verdades estão em um livro sagrado e são inquestionáveis sob pena de condenação” têm força restritora sobre o acesso ao conhecimento. O aluno tem o direito a receber contribuições de pontos de vista múltiplas, debatê-las, e ser encorajado a buscar verdades baseadas em coerência, não em doutrinas ou cânones. Têm direito, portanto, a um ambiente laico.

4- FAVORECE A IGUALDADE

Um contexto em que nenhuma perspectiva religiosa (incluindo o ateísmo) recebe destaque em detrimento das outras é um contexto em que a igualdade é evidentemente favorecida.

April 5, 2012 Posted by | Point of view | , , | Leave a comment

Vidas digitais 3


Com a internet, distâncias são encurtadas e fronteiras removidas em todo o mundo.

Os usuários do ciberespaço habitam um não-lugar que os coloca próximos de qualquer cultura, de qualquer universo, e de uma fantástica oportunidade de enxergar o seu próprio universo a partir de fora, do distanciamento, e consequentemente a oportunidade de ver sua cultura de uma perspectiva mais lúcida e reflexiva.

Com a internet, tudo o que é possível converter em formato digital pode ser compartilhado. Texto, fotos, vídeos, sons, eventos, ideias, projetos, debates, descobertas: a informação e o entretenimento ganham inúmeras formas e viajam a uma velocidade inédita, a ponto de ser desimportante o lado do planeta em que você está. E todos têm voz nesse processo. Cada sujeito pode criar, publicar, divulgar, comentar e compartilhar o conteúdo intelectual e cultural nessa esfera.

Trata-se de poder descentralizado sobre informação, cultura e conhecimento! Trata-se de um espaço propício para as pessoas se articularem ao redor de seus interesses.

Aparelhos de comunicação móvel desempenharam papel fundamental na chamada “Primavera Árabe”, quando a articulação dos povos de vários países derrubou tiranos das posições de governo no norte da África.

Nessas condições, vários países já derrubaram governos tiranos, Wall Street foi ocupada por manifestantes, vereadores foram impedidos de definir aumentos abusivos nos próprios salários. O livro “A Privataria Tucana“, de Amaury Ribeiro Jr., que denuncia esquemas de corrupção no governo PSDB, contornou barreiras impostas por outros meios de comunicação (como a TV) e teve sua visibilidade garantida na blogosfera. Tudo isso foi possível combinando grupos de pessoas dedicadas à cidadania + internet livre.

De fato, não se controla a informação e o conhecimento na internet livre. Isso se faz na TV: proprietários de emissoras e governo decidem que conteúdo deve ser transmitido, ao sabor de seus interesses particulares [clique aqui para saber mais]. E não há democracia nessas condições! Mas o processo democrático de descentralização do poder sobre a informação é um crédito conferido à dinâmica da internet tal como conhecemos hoje – ou até recentemente, talvez.

Digo isso porque esse processo democrático nunca pareceu tão ameaçado quanto nos últimos tempos.

Em 19 de janeiro deste ano, o governo estadunidense esteve prestes a debater projetos de lei antipirataria cujos textos apresentam nuanças ameaçadoras à internet livre. Os projetos de lei conhecidos como SOPA e PIPA, ainda que tenham tido sua votação adiada, continuam representando perigo, da seguinte maneira:

O Megaupload foi desativado. O responsável pelo site de compartilhamento preso na Nova Zelândia. A Wikipedia saiu do ar por um dia em protesto contra as leis antipirataria. Google, Twitter, Facebook e Amazon anunciaram a possibilidade de um blecaute. As notícias tinham cores apocalípticas.

“Imagine um mundo sem conhecimento livre. Por mais de uma década dedicamos milhões de horas construindo a maior enciclopédia da história humana. Neste momento, o Congresso dos EUA está debatendo uma lei que poderia prejudicar fatalmente a internet livre e aberta.” – dizia a notificação no endereço da Wikipedia na quarta-feira, 18 de janeiro de 2012, enquanto seu conteúdo permanecia offline por 24 horas.

Ao mesmo tempo, a internet no Brasil testemunhava o episódio “menos Luiza, que está no Canadá“, em que um colunista social da Paraíba apresenta um anúncio de apartamentos que prometem ser “a nova morada da sociedade de João Pessoa” e cita, para a surpresa do espectador, a ausência de sua filha Luiza em uma das cenas. Como não se pressupunha esperar que Luiza estivesse presente, a frase pareceu deslocada e despropositada, um pretexto forçoso para mencionar a viagem da filha na TV. O episódio chamou atenção localmente, por conta do disparate que representa, o que impulsionou repercussão nacional. Apesar do discurso centrista com marcas evidentes de elitismo – o que não soa agradável para todas as pessoas,  “menos Luiza, que está no Canadá” tornou-se o fato mais notório nas redes sociais durante aquela semana.

Ainda que os primeiros a fazerem piada com o caso, no contexto paraibano, tencionassem chamar atenção para o mau gosto que se via na peça publicitária, a repercussão em nível nacional era predominantemente alheia a isso. Falava-se sobre o que estava em voga falar. As piadas perseguiam o que era tendência, ainda que originalmente não tivesse graça.

Contudo, as ameaças a que a internet livre esteve sujeita, naqueles dias, tiveram atenção ironica e incomparavelmente menor, dos usuários brasileiros, que Luiza.

March 25, 2012 Posted by | Digital Life, Media | , , , , | Leave a comment

Ildevânia comenta #2: religião e a escola


Comentários como "Todas essas guerras acontecem por que essas pessoas não têm Jesus no coração" são um pecado mortal - com o perdão da expressão - para um professor.

Hoje eu estava lendo este blog, e descobri uma enquete sobre a manifestação religiosa pelo educador. A enquete pergunta se a educação deve ou não ser laica e fornece a opção de resposta:

“Eu acredito que o professor não precisa, necessariamente, tratar sobre temas religiosos em sala de aula, mas ele goza do direito de expressar sua religião livremente.”

Como assim? É opcional? Tanto faz? – Quem responderia um absurdo desses entende alguma coisa sobre educação? Se for professor, será que sabe o que faz?

Basta pensar um pouco (não precisa muito!) sobre suas responsabilidades como educador para descobrir as inconveniências de manifestar parcialidades religiosas no seu trabalho.

Primeiro, a religiões são formações que se opõem entre si em julgamentos sobre o que é certo e errado e, portanto, apresentam diferenças de valores morais, o que torna o território religioso propenso a acentuar diferenças e delimitar grupos. Na escola, que é um contexto predominantemente heterogêneo (e é saudável que assim seja), a parcialidade religiosa de um professor não poderia ser mais prejudicial à colaboratividade entre os aprendizes!

O educador que traz questões religiosas à tona deliberadamente, corre o risco de fazer emergir parâmetros de diferenciação entre seus alunos que podem comprometer a aprendizagem e a socialização do grupo.

Além do caso notório da professora que expulsou um de seus alunos da sala, sob acusações como “filho do capeta”, após ter descoberto colares de contas (típicas de religiões de matriz africana) que usava sob o uniforme, conheço casos mais sutis, mas que têm impacto igualmente destrutivo sobre os alunos.

Há a história, por exemplo, do professor de Língua Portuguesa que decidiu não trabalhar com livros que exploram culturas afro-brasileiras em suas aulas de literatura, especialmente motivado por frequentar uma igreja evangélica.  Este aparentemente negligencia a sua função de educador e compromete o currículo escolar sem cerimônia ou dor na consciência.

Mais sutil e perigosa, ainda, é a abordagem do professor que cita seus valores religiosos para avaliar fatos históricos. Comentários como “Todas essas guerras acontecem por que essas pessoas não têm Jesus no coração” são um pecado mortal – com o perdão da expressão – para um professor. O aluno judeu, islâmico, budista, ateu, ou de qualquer outra origem não cristã (e que, portanto, não reconhece Jesus como divindade) pode ser promovido a culpado e associado a perigo ou ameaça (ou se sentir assim).

[Atualização em 03/04/2012] Mais recentemente, ainda, a prática de uma professora que conduzia sessões de oração em suas aulas em Miraí, MG, acabou se tornando um constrangimento para aluno ateu, que passou a ser depreciado pelos colegas por recusar participar das sessões.

Ignorar a hipótese de constrangimento e de conflito e correr tal risco revela a postura irresponsável de quem não está propriamente interessado em proporcionar situações de aprendizagem saudáveis. Não faça isso, OK, professor?

“Mas a manifestação de crenças religiosas é um direito constitucional” – retrucará aquela pessoa que não se deu ao trabalho de entender a seriedade profissional a que convido aqui. E eu responderei: escolha uma outra profissão qualquer.

Profa. Ildevânia Siqueira

January 21, 2012 Posted by | Point of view | , , , | Leave a comment

Bullying, a escola e os alunos homossexuais


Professor, você tem alunos homossexuais? Se sim, como se posiciona com relação às práticas de bullying dirigidas especificamente a eles?

Os homossexuais compõem um  grupo minoritário que frequentemente sofre intimidação, humilhação, calúnias e agressões físicas, incluindo espancamento e morte. Trata-se de um fato confirmado não apenas nas escolas, mas também do lado de fora.

O pressuposto básico para a prática do bullying é perceber o diferente como inferior e acreditar na homogeneização das pessoas. Dentro da escola, os alunos evidentemente reconhecem diferenças entre si, o que é um processo mais que desejável enquanto constroem suas identidades e suas representações sobre o outro. O perigo está em reconhecer na diferença um problema ou um prejuízo para a comunidade. Adolf Hitler é o maior cliché dessa cultura, que levou a prática de perseguição às mais absurdas e inconcebíveis consequências.

Ao lado dos gordinhos pouco afeitos a esportes, dos meninos franzinos que aparentam fragilidade, e das meninas de traços nordestinos e comportamento introspectivo, entre muitos outros, os alunos reconhecidos como gays são comumente sujeitados a rotinas muito pouco confortáveis de agressões morais e físicas na escola, e isso, sem nenhuma sombra de dúvida, tem um impacto indesejável sobre a qualidade da educação que a escola oferece a essas minorias.

A escola concebida como inclusiva talvez devesse entender os grupos minoritários e avaliar a que tipo de cultura fornece suporte. Ela deve se perguntar “Nós somos uma instituição homogeneizante, que acredita na inferioridade de um grupo em detrimento do outro e na necessidade de padronização, ou dispomos de uma filosofia heterogeneizante, que valoriza a diferença horizontalmente?”

Outra pergunta fundamental que a escola deve se fazer é “Nós conhecemos o ponto e vista de nossas minorias?” Se a resposta for “não”, vale a pena investir em um esforço reflexivo para descobrir porque essa informação não foi considerada importante até agora.

O documentário em curta metragem nacional Não Gosto dos Meninos (2011), de André Matarazzo e Gustavo Ferri, é uma tocante obra que reúne depoimentos de várias pessoas gays e que pode ajudar a escola a entender a perspectiva e os dilemas enfrentados pelos homossexuais na escola, na família e na sociedade. A seguir, o documentário completo (18 min) via YouTube:

November 1, 2011 Posted by | Point of view, Teaching resources | , , , , | 2 Comments

Lâmpadas e outras coisas


Você já se perguntou por que todas as impressoras que você comprou pararam de funcionar e ninguém encontra o defeito?

Já se questionou por que o seu aparelho de MP4 importado do oriente custou tão barato?

E por que se sente obrigado a comprar mais e mais, mesmo quando não precisa? Já se incomodou com essa sensação? Espero que sim.

A história ao redor desta lâmpada pode acentuar o desconforto. Trata-se da Lâmpada Centenária de Livermore, na Califórnia, EUA:

The Centennial Light Bulb

Abrigada em um galpão do corpo de bombeiros local, a lâmpada está acesa desde 1901, ou seja, é útil há mais de um século. A foto anterior foi registrada durante as comemorações de 110° aniversário pelo sistema de live cam que captura e publica fotos na internet a cada 30 segundos, de maneira que o mundo todo possa monitorar o funcionamento da lâmpada pelo endereço www.centennialbulb.org/cam.htm, em tempo real.

Desde que criaram o sistema de live cam, inúmeras câmeras utilizadas para captura e envio das imagens para a internet já foram descartadas e substituídas. A curta vida útil das webcams, em uma irônica comparação com a lâmpada, talvez indique que os processos industriais mais antigos resultavam em produtos mais resistentes e duráveis, e que a baixa durabilidade dos produtos atuais seja incidental – você pode pensar. Mas não é. A vida útil desses bens é previamente definida.

Isso se chama “obsolescência programada” e basicamente consiste em fabricar bens de consumo com tempo de vida útil reduzido, forçando o consumidor a descartar um produto e voltar à loja para comprar outro que o substitua. Trata-se de uma estratégia econômica adotada para manter mercados aquecidos depois da grande depressão de 1929, mas as consequências ambientais e sociais do consumo forçado não são nem um pouco desejáveis.

Com o vídeo abaixo, entenda como funciona a sociedade do consumo desenfreado e porque ele é considerado “a system in crisis“:

Dica: para ativar legendas, use o botão “cc” na barra inferior, mas só se for necessário! O filme dispõe de legendas em vários idiomas – inglês e português estão entre eles – bem como se apoia abundantemente em imagens para facilitar a sua compreensão. Procure assistir sem legendas primeiro. Depois, assista novamente com legendas em inglês e descubra que compreenderá muito mais. Talvez você nem precise usar legendas em português. Tente! Se o vídeo ativas as legendas em português automaticamente, você pode desativá-la ou mudar para inglês utilizando o botão “cc”.

Um sistema em crise: segundo o documentário "The Story of Stuff", o sistema linear da sociedade do consumo, que vai da extração de recursos naturais até o descarte de tudo o que compramos, acentua problemas sociais, provoca mais desigualdade, afeta a saúde das pessoas e causa graves problemas ambientais. A obsolescência programada acelera esse indesejável processo.

Explore mais:

Trabalhando com “The Story of Stuff” na sala de aula:

O documentário é extremamente didático ao discutir as consequências sociais e ambientais da cultura do consumo desenfreado, tanto pela clareza com que a apresentadora fala, quanto pela estrutura minuciosamente explicativa do roteiro, voltado para um público alvo leigo. Outro aspecto a favor: o suporte visual! As explicações são ilustradas constantemente com animações que auxiliam a compreensão.

Como nossos alunos precisam pensar sobre esse assunto, o TOD disponibiliza a seguinte atividade em inglês sobre “The Story of Stuff”:

Material para impressão:

Worksheet (2 pages) para o aluno: clique aqui para baixar o arquivo PDF.

Objetivos: discutir sobre as causas do impacto ambiental e social relacionadas ao comportamento de consumo e projetar mudanças de conduta que visem melhorar as condições de vida das pessoas. Para isso, são propostas 5 atividades de interpretação do documentário que devem exigir que o aluno explore o filme e instrumentalize algumas estratégias de compreensão oral e escrita. Pretende-se, também, que o aluno possa explorar o léxico específico e se torne capaz de fazer pesquisas adicionais sobre a temática, de maneira autônoma.

Dicas para o professor:

  1. Antes de apresentar o documentário ou sequer o tema aos seus aprendizes, forneça uma série de palavras-chave do texto (exemplos: natural resources, waste, consumption, forests, undrinkable water, environment, toxic chemicals, shop, consumer goods, trash, pollution, exploitation) e dê-lhes a chance de compará-las e prever o assunto da atividade.
  2. Exiba o documentário com o auxílio de um projetor ou deixe que os alunos assistam pela internet da maneira como achar mais conveniente (em computadores da escola, por exemplo). Caso não disponha de conexão à internet em sala de aula, é possível baixar o vídeo usando softwares gratuitos como o aTube Catcher, e armazená-lo em um pendrive, CD ou laptop para exibição offline.
  3. Considere a possibilidade de a primeira exibição ser feita sem legendas, para que os alunos possam ativar suas estratégias de compreensão específicas para esse gênero de filme. Após a primeira sessão, procure conversar com o grupo e verificar o que compreenderam. Use 2 minutos ao final desta conversa para descobrir, também, em que eles se apoiaram para entender. Língua? Imagem? Língua e imagem juntas? Outros apoios?
  4. Apresente o material impresso e permita que os alunos revejam o documentário. Lembre-se que a atividade 5 não prevê respostas específicas. Trata-se de um espaço em que os alunos poderão sistematizar anotações pessoais, que podem variar de leitura para leitura, para uma discussão posterior.
  5. Permita que os aprendizes se organizem em pares ou pequenos grupos de 3 pessoas.
  6. Ao final, conduza uma discussão com o grupo todo, projetem maneiras de contribuir para a sustentabilidade e a igualdade. Você pode solicitar um trabalho de pesquisa para que seus alunos tragam informação adicional para a sala de aula e as exponham (em apresentações orais ou cartazes).

Por favor, volte ao TOD e nos mostre um pouco dos resultados que alcançou!

September 23, 2011 Posted by | For students, Printable Material, Teaching resources, Workshop | , , , , | Leave a comment

Bullying na aula de inglês


Material para download:

Atividades sobre bullying (versão do aluno): clique aqui para baixar o arquivo PDF.
Atividades sobre bullying (versão do professor, com respostas): clique aqui para baixar o arquivo PDF.
O que é bullying? Quais são os efeitos possíveis de bullying sobre as vítimas? E sobre os agressores? Pensando em explorar questões como essas em sala de aula, atividades sobre bullying, em inglês, são o material para impressão que o TOD disponibiliza desta vez!

Organização e objetivos:

Dois textos servem de base para uma série de exercícios dispostos não linearmente pela página (o que permite aos alunos escolherem sua própria trajetória de exploração do material). O objetivo principal é a compreensão das noções principais dos textos e propiciar a oportunidade de se pensar sobre a prática do bullying.

Instruções:

É importante que o professor encontre sua própria maneira de apresentar o material e de ajudar os alunos nessa tarefa, mas aqui vão algumas dicas:

    • Converse sobre bullying com o grupo, permita que identifiquem imagens relacionadas ao assunto, e que lhe contem o que sabem. Esse processo deve ativar o sistema cognitivo da galera sobre o assunto (tempo recomendado: 10 minutos).
    • Apresente o material (distribua páginas impressas da versão para o aluno individualmente), ressalte a presença de dois textos (numerados como 1 e 2, obviamente) e de exercícios dispersos pela página, que podem ser realizados na sequência que desejarem.
    • Os campos de “keywords” devem ser preenchidos com as expressões que podem ser consideradas adequadas como palavras-chave dos textos. Trata-se de uma oportunidade interessante para empregar a estratégia de skimming.
    • Há, também, uma atividade do tipo “unscramble the words“, em que os alunos devem desembaralhar os termos e reconstruir as duas frases que definem os textos.
    •  Finalmente, os alunos devem completar o resumo dos textos usando as expressões fornecidas em um quadro de palavras à parte.

Método:

Prefira que os alunos trabalhem em duplas ou grupos pequenos, de 3 pessoas, por exemplo. Circule pela sala posicionando-se acessivelmente e acompanhando o trabalho dos alunos. Procure focar sua prática no tratamento dos significados, do vocabulário, e na contribuição que a informação sobre o assunto pode trazer para o convívio escolar. Gramática pode ficar em segundo lugar nesta atividade, se achar que convém para a sua aula. Após a exploração do material, talvez você deseje propor uma atividade de pesquisa, redação, arte, ou de outra natureza, sobre bullying.

Leia mais: Bullying, a escola e os alunos homossexuais

August 29, 2011 Posted by | Printable Material | , , , , , , , | 2 Comments

Enquete #3


A educação deve ser laica? A prática do professor deve ser isenta de apreciações sobre valores religiosos? Que força a religião pode exercer na escola?

Perguntas como estas preocupam educadores, pais e alunos, que se questionam sobre a relação entre a escola, a religião e o desenvolvimento de cidadania. Dê a sua opinião! Você pode escolher até 2 opções.

August 25, 2011 Posted by | Poll | , , , , | 1 Comment

   

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