Teacher on Demand

English Language Teaching in Brazilian settings

Quem tem medo de Rafinha Bastos?


O humorista Rafinha Bastos sempre fez piadas relacionadas a “comer” (em sua conotação sexual, inclusive).

Em uma das edições do programa CQC, por exemplo, ao mencionarem o nome do pai de Marco Luque, apresentador com quem divide a bancada, Rafinha Bastos lançou o costumeiro comentário “já comi muito”. Obviamente isso não repercutiu notícias como “Rafinha Bastos afirma ter comido pai de Marco Luque”. Trata-se de uma referência à figura do cafajeste, de uma perspectiva extremamente machista, de quem se orgulha da própria promiscuidade e vulgaridade, um personagem estereotípico que habita o imaginário das pessoas. É com isso que o humorista – não apenas Rafinha Bastos mas qualquer humorista – brinca. Ele revolve os paradigmas de ridículo e absurdo que estão na mente coletiva. A piada não é sobre o pai de Marco Luque, ele é mero coadjuvante nessa história. A piada é sobre o cafajeste. A graça está em provocar, no público, o reconhecimento espontâneo dos paradigmas e estereótipos que lhes pertencem. Todos acharam graça e riram, inclusive Marco Luque e, possivelmente, seu pai. Entenderam o quanto era impessoal.

A mesma piada se repetiu com a cantora Wanessa (ex-Camargo), grávida, e o bebê. Contudo, ela e o marido, empresário mui bem relacionado, levaram o caso à justiça, em um processo formal contra o humorista. Sentem-se ofendidos e exigem uma indenização e a detenção de Rafinha Bastos.

Uma das opções do casal teria sido ignorar a piada. Já desgastada no repertório do humorista, em pouco tempo ninguém se lembraria. Os abutres As pessoas que colaboraram para sustentar a improvável hipótese de que a piada se tratava de “uma declaração ofensiva” também seriam esquecidas e isso representaria a extinção da sensação de ameaça à honra e dignidade da família.

O casal decidiu pela opção menos acertada. Deram início a um processo que despertou a atenção do público numa época em que as informações não são mais centralizadas (por uma emissora de TV, por exemplo) os pontos de vista não são mais restritos e o que se concebia anteriormente como “formação de opinião” hoje é um processo um pouco mais livre que ontem e mais isento do domínio de interesses particulares. A era pós-industrial é assim.

O processo judicial contra o humorista desencadeou, na internet, um debate generalizado sobre a legitimidade da ofensa. De um lado, questionam-se quais motivações podem estar por trás da interpretação ofensiva da piada no caso específico do casal (efeito que não se percebeu quando a piada usava outros nomes) e quais variáveis estariam em jogo. Há especulações de todo tipo. Acusam o casal de egocentrismo, vaidade, de estarem motivados por interesses mercadológicos e de recuperar a visibilidade da cantora que não tem disposto de muita popularidade, talvez. A busca pela garantia de dignidade e honra já não parece fazer o mesmo sentido nesse contexto. E o compêndio popular ganhava força para preencher a lacuna deixada pela ambiguidade “por que uma piada, de natureza impessoal e nem um pouco inédita estaria, desta vez, ofendendo tanto e ganhando tamanha importância?”

Nesse cenário de exposição dispensável, o pior aconteceu na última quinta-feira, 20/10, ao meu ver. Depois da divulgação de que o bebê nascituro de Wanessa havia sido incluso como um dos autores do processo, o Twitter registrou a hashtag “#FetoDaWanessa” como um dos trending topics durante praticamente todo o dia no Brasil. Entre milhares de comentários, alguns usuários investiam no trocadilho “Hoje levantei meio #FetoDaWanessa”, equivalente a “Hoje levantei meio mal-humorado”. “O #FetoDaWanessa processará o médico que lhe der palmadas no bumbum após o parto” tuitavam outros, pautados pela imagem de intolerância que o casal havia construído e, desnecessariamente, aberto espaço para que se estendesse ao bebê.

Um estigma em idade pré-natal não é algo desejável para essa criança. Não estou falando em “a criança que o Rafinha comeria”. Esse estigma jamais se construiria, e jamais se sustentaria. Falo dos registros pejorativos relacionados a essa criança que a comparam a um “feto prematuramente mal-humorado” pela rede mundial, e com o qual o humorista Rafinha Bastos não tem ligação alguma. Menos exposição e mais proteção teria sido melhor para a criança. Mas essa opção não foi escolhida e não parece ser o humorista o responsável por isso.

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October 22, 2011 Posted by | Media | , , | 2 Comments

Education rules! – says Jimbo Jones


Around with those considered the worst students in Springfield Elementary School, Principal Skinner uses some knowledge on Physics to stop a cointainer of pianos from sinking to the bottom of the ocean. That quite impresses the boys. “That is so cool! That’s the kind of stuff they should teach in school.” – says one of them. “Education rules!” – says another of Bart’s friends. Later on, as principal finishes an excerpt of The Adventures of Huckleberry Finn, all the gang agrees with Nelson Muntz with “that book is awesome!” Back at school, Lisa faces a test that challenges her emotions and self image.

That is part of the Simpsons fun story that portrays serious education weaknesses:

The Simpsons (Season 20, episode 11) How the Test Was Won as found at http://www.4shared.com/video/fi3ioAOE/The_Simpsons_20x11_How_the_Tes.html"

Episode “How the Test Was Won” agrees that education is more efficient if less bureaucratic in the first place. In fact, over-bureaucraticised schools is an issue to be discussed not only in fictional Springfield. It’s also been a major concern among Brazilian teachers who claim bureaucracy takes time and sometimes stops educators from priorizing students needs and classroom practice.

Educator, leave your testimonial on how bureaucracy influences your work here (either English or Portuguese are allowed):

May 17, 2011 Posted by | Point of view | , , , | 2 Comments

Audiolingual show?


After 12 years of successful audience between 1969 and 1981, TV show Inglês com Música is back onscreen. Broadcast by TV Cultura and hosted by both singers Amanda Acosta and Miranda Kassin, the show explores song lyrics with a lot of fun and games.

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May 12, 2011 Posted by | Point of view | , , , , | Leave a comment

   

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