Teacher on Demand

English Language Teaching in Brazilian settings

Gotye – Somebody that I used to know


Em 2011, tornou-se viral, na rede mundial, o clipe musical de Gotye cantando Somebody that I used to know com a participação da cantora Kimbra.

No vídeo, enquanto os dois personagens – representados pelos cantores –  lamentam o rompimento da relação amorosa e trocam algumas acusações e culpas, as cores do cenário coberto de formas geométricas avançam e recuam, em efeitos que lembram o esmaecer da imagem da pessoa amada, a condição de deixar de ser especial aos olhos do outro, de reassumir as cores do cenário comum, de se reincorporar à paisagem. Não sem coerência, Gotye repete “now you’re just somebody that I used to know” ao longo da letra. O vídeo original contabiliza, hoje, quase 150 milhões de exibições no YouTube, sem contar as dezenas de cópias paralelas, que também registram estatísticas expressivas. Confira o clipe original:

Letra:

Now and then I think of when we were together
Like when you said you felt so happy you could die
Told myself that you were right for me
But felt so lonely in your company
But that was love and it’s an ache I still remember

You can get addicted to a certain kind of sadness
Like resignation to the end, always the end
So, when we found that we could not make sense
Well, you said that we would still be friends
But I’ll admit that I was glad that it was over

But you didn’t have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don’t even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn’t have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don’t need, that though
Now you’re just somebody that I used to know
Now you’re just somebody that I used to know
Now you’re just somebody that I used to know

Now and then I think of all the times you screwed me over
But had me believing it was always something that I’d done
But I don’t wanna live that way, reading into every word you say
You said that you could let it go
And I wouldn’t catch you hung up on somebody that you used to know

But you didn’t have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don’t even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn’t have to stoop so low
Have your friends collect your records and then change your number
I guess that I don’t need, that though
Now you’re just somebody that I used to know

Somebody, I used to know
Somebody, now you’re just somebody that I used to know
Somebody, I used to know
Somebody, now you’re just somebody that I used to know

I used to know
That I used to know
I used to know
Somebody

Nos 2 primeiros meses deste ano, o lançamento de uma versão cover da música pela banda canadense Walk off the Earth repetiu sucesso semelhante. No vídeo musical, que contabiliza hoje mais de 80 milhões de exibições, os cinco integrantes dividem um único instrumento – um violão. Confira o trabalho da banda cover:

Sugestões para a sala de aula:

Clique aqui para baixar worksheet do aluno em PDF.

Objetivos: explorar a letra ludicamente, com o apoio de uma dinâmica de jogo; conhecer vocabulário específico do discurso amoroso.

Instruções:

Warm up: converse com os alunos sobre situações relacionadas a breaking up. Apresente expressões como:

              • Disappointment
              • Guilt
              • Regret
              • Sadness
              • Relief
              • Accusation
              • Loneliness
              • Get over
              • Miss
              • Anger
              • Emptiness
              • Make out

Sugira que acrescentem outras expressões relacionadas ao assunto e que cada um escolha apenas as 3 expressões que melhor correspondem às suas vivências particulares. Interajam em grupo para que uns conheçam as perspectivas dos outros. Divida a classe em dois grupos que deverão competir entre si no jogo da letra. Distribua a worksheet do aluno e aponte para as lacunas aguardando preenchimento. Apresente à sala cada um dos 18 cartões impressos [baixe aqui para imprimir] com expressões que faltam na letra. Embaralhe-os e distribua 9 para cada grupo.

Regras do jogo: cada grupo terá em mãos metade das expressões que faltam para completar a letra da música. O professor deverá tocar a música 2 vezes preliminarmente, em áudio ou com o apoio dos clipes musicais em vídeo. Pode valer a pena alternar entre as duas versões da música. Durante essa fase, cada grupo deverá organizar seus cartões na ordem em que as expressões aparecem no curso da letra. Na terceira vez em que a música é executada, será a fase de verificação. A música deve ser pausada imediatamente antes de cada lacuna, para que os integrantes de cada grupo possam apresentar um cartão que preencha a espaço vazio. Para cada lacuna, a pontuação obedece aos seguintes critérios:

    • 1 ponto se o termo impresso no cartão apresentado preenche corretamente a lacuna;
    • 1 ponto adicional se um dos integrantes do grupo pronunciar a expressão corretamente;
    • 1 ponto adicional se um dos integrantes do grupo explicar o significado da expressão.

Condição de vitória: vence o grupo que fizer mais pontos assim que a letra estiver totalmente preenchida.

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April 5, 2012 Posted by | For students, Media, Printable Material | , , | 4 Comments

Lâmpadas e outras coisas


Você já se perguntou por que todas as impressoras que você comprou pararam de funcionar e ninguém encontra o defeito?

Já se questionou por que o seu aparelho de MP4 importado do oriente custou tão barato?

E por que se sente obrigado a comprar mais e mais, mesmo quando não precisa? Já se incomodou com essa sensação? Espero que sim.

A história ao redor desta lâmpada pode acentuar o desconforto. Trata-se da Lâmpada Centenária de Livermore, na Califórnia, EUA:

The Centennial Light Bulb

Abrigada em um galpão do corpo de bombeiros local, a lâmpada está acesa desde 1901, ou seja, é útil há mais de um século. A foto anterior foi registrada durante as comemorações de 110° aniversário pelo sistema de live cam que captura e publica fotos na internet a cada 30 segundos, de maneira que o mundo todo possa monitorar o funcionamento da lâmpada pelo endereço www.centennialbulb.org/cam.htm, em tempo real.

Desde que criaram o sistema de live cam, inúmeras câmeras utilizadas para captura e envio das imagens para a internet já foram descartadas e substituídas. A curta vida útil das webcams, em uma irônica comparação com a lâmpada, talvez indique que os processos industriais mais antigos resultavam em produtos mais resistentes e duráveis, e que a baixa durabilidade dos produtos atuais seja incidental – você pode pensar. Mas não é. A vida útil desses bens é previamente definida.

Isso se chama “obsolescência programada” e basicamente consiste em fabricar bens de consumo com tempo de vida útil reduzido, forçando o consumidor a descartar um produto e voltar à loja para comprar outro que o substitua. Trata-se de uma estratégia econômica adotada para manter mercados aquecidos depois da grande depressão de 1929, mas as consequências ambientais e sociais do consumo forçado não são nem um pouco desejáveis.

Com o vídeo abaixo, entenda como funciona a sociedade do consumo desenfreado e porque ele é considerado “a system in crisis“:

Dica: para ativar legendas, use o botão “cc” na barra inferior, mas só se for necessário! O filme dispõe de legendas em vários idiomas – inglês e português estão entre eles – bem como se apoia abundantemente em imagens para facilitar a sua compreensão. Procure assistir sem legendas primeiro. Depois, assista novamente com legendas em inglês e descubra que compreenderá muito mais. Talvez você nem precise usar legendas em português. Tente! Se o vídeo ativas as legendas em português automaticamente, você pode desativá-la ou mudar para inglês utilizando o botão “cc”.

Um sistema em crise: segundo o documentário "The Story of Stuff", o sistema linear da sociedade do consumo, que vai da extração de recursos naturais até o descarte de tudo o que compramos, acentua problemas sociais, provoca mais desigualdade, afeta a saúde das pessoas e causa graves problemas ambientais. A obsolescência programada acelera esse indesejável processo.

Explore mais:

Trabalhando com “The Story of Stuff” na sala de aula:

O documentário é extremamente didático ao discutir as consequências sociais e ambientais da cultura do consumo desenfreado, tanto pela clareza com que a apresentadora fala, quanto pela estrutura minuciosamente explicativa do roteiro, voltado para um público alvo leigo. Outro aspecto a favor: o suporte visual! As explicações são ilustradas constantemente com animações que auxiliam a compreensão.

Como nossos alunos precisam pensar sobre esse assunto, o TOD disponibiliza a seguinte atividade em inglês sobre “The Story of Stuff”:

Material para impressão:

Worksheet (2 pages) para o aluno: clique aqui para baixar o arquivo PDF.

Objetivos: discutir sobre as causas do impacto ambiental e social relacionadas ao comportamento de consumo e projetar mudanças de conduta que visem melhorar as condições de vida das pessoas. Para isso, são propostas 5 atividades de interpretação do documentário que devem exigir que o aluno explore o filme e instrumentalize algumas estratégias de compreensão oral e escrita. Pretende-se, também, que o aluno possa explorar o léxico específico e se torne capaz de fazer pesquisas adicionais sobre a temática, de maneira autônoma.

Dicas para o professor:

  1. Antes de apresentar o documentário ou sequer o tema aos seus aprendizes, forneça uma série de palavras-chave do texto (exemplos: natural resources, waste, consumption, forests, undrinkable water, environment, toxic chemicals, shop, consumer goods, trash, pollution, exploitation) e dê-lhes a chance de compará-las e prever o assunto da atividade.
  2. Exiba o documentário com o auxílio de um projetor ou deixe que os alunos assistam pela internet da maneira como achar mais conveniente (em computadores da escola, por exemplo). Caso não disponha de conexão à internet em sala de aula, é possível baixar o vídeo usando softwares gratuitos como o aTube Catcher, e armazená-lo em um pendrive, CD ou laptop para exibição offline.
  3. Considere a possibilidade de a primeira exibição ser feita sem legendas, para que os alunos possam ativar suas estratégias de compreensão específicas para esse gênero de filme. Após a primeira sessão, procure conversar com o grupo e verificar o que compreenderam. Use 2 minutos ao final desta conversa para descobrir, também, em que eles se apoiaram para entender. Língua? Imagem? Língua e imagem juntas? Outros apoios?
  4. Apresente o material impresso e permita que os alunos revejam o documentário. Lembre-se que a atividade 5 não prevê respostas específicas. Trata-se de um espaço em que os alunos poderão sistematizar anotações pessoais, que podem variar de leitura para leitura, para uma discussão posterior.
  5. Permita que os aprendizes se organizem em pares ou pequenos grupos de 3 pessoas.
  6. Ao final, conduza uma discussão com o grupo todo, projetem maneiras de contribuir para a sustentabilidade e a igualdade. Você pode solicitar um trabalho de pesquisa para que seus alunos tragam informação adicional para a sala de aula e as exponham (em apresentações orais ou cartazes).

Por favor, volte ao TOD e nos mostre um pouco dos resultados que alcançou!

September 23, 2011 Posted by | For students, Printable Material, Teaching resources, Workshop | , , , , | Leave a comment

Bullying na aula de inglês


Material para download:

Atividades sobre bullying (versão do aluno): clique aqui para baixar o arquivo PDF.
Atividades sobre bullying (versão do professor, com respostas): clique aqui para baixar o arquivo PDF.
O que é bullying? Quais são os efeitos possíveis de bullying sobre as vítimas? E sobre os agressores? Pensando em explorar questões como essas em sala de aula, atividades sobre bullying, em inglês, são o material para impressão que o TOD disponibiliza desta vez!

Organização e objetivos:

Dois textos servem de base para uma série de exercícios dispostos não linearmente pela página (o que permite aos alunos escolherem sua própria trajetória de exploração do material). O objetivo principal é a compreensão das noções principais dos textos e propiciar a oportunidade de se pensar sobre a prática do bullying.

Instruções:

É importante que o professor encontre sua própria maneira de apresentar o material e de ajudar os alunos nessa tarefa, mas aqui vão algumas dicas:

    • Converse sobre bullying com o grupo, permita que identifiquem imagens relacionadas ao assunto, e que lhe contem o que sabem. Esse processo deve ativar o sistema cognitivo da galera sobre o assunto (tempo recomendado: 10 minutos).
    • Apresente o material (distribua páginas impressas da versão para o aluno individualmente), ressalte a presença de dois textos (numerados como 1 e 2, obviamente) e de exercícios dispersos pela página, que podem ser realizados na sequência que desejarem.
    • Os campos de “keywords” devem ser preenchidos com as expressões que podem ser consideradas adequadas como palavras-chave dos textos. Trata-se de uma oportunidade interessante para empregar a estratégia de skimming.
    • Há, também, uma atividade do tipo “unscramble the words“, em que os alunos devem desembaralhar os termos e reconstruir as duas frases que definem os textos.
    •  Finalmente, os alunos devem completar o resumo dos textos usando as expressões fornecidas em um quadro de palavras à parte.

Método:

Prefira que os alunos trabalhem em duplas ou grupos pequenos, de 3 pessoas, por exemplo. Circule pela sala posicionando-se acessivelmente e acompanhando o trabalho dos alunos. Procure focar sua prática no tratamento dos significados, do vocabulário, e na contribuição que a informação sobre o assunto pode trazer para o convívio escolar. Gramática pode ficar em segundo lugar nesta atividade, se achar que convém para a sua aula. Após a exploração do material, talvez você deseje propor uma atividade de pesquisa, redação, arte, ou de outra natureza, sobre bullying.

Leia mais: Bullying, a escola e os alunos homossexuais

August 29, 2011 Posted by | Printable Material | , , , , , , , | 2 Comments

Oficina “Google Tradutor”


Muitas pessoas que não podem ler em inglês utilizam, desavisadamente, ferramentas de tradução eletrônica como o Google Tradutor para gerar uma versão traduzida do documento original. Nessa estatística estão certamente inclusos uma parte dos alunos dos ensinos fundamental e médio que equivocadamente depositam na ferramenta a responsabilidade de garantir a significação do texto original. Como professor, reconheço que o Google Tradutor não reúne, ainda, um corpus de informação linguística que possibilite abranger a estilística e o nível discursivo do texto, podendo gerar traduções inusitadas, sem sentido, ou até mesmo com sentido oposto ao original, sem falar nas deficiências gramaticais, especialmente relacionadas às concordâncias e aos tempos verbais. As ferramentas de tradução eletrônica são, na verdade, ainda bastante restritivas. Com o objetivo de ajudá-los a comprender como funciona – e como não funciona – o tradutor eletrônico, elaborei e disponho aqui, para discussão e utilização, a seguinte sequência de exercícios: Continue reading

May 8, 2011 Posted by | Workshop | , , , | 2 Comments

   

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